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Mostrando postagens de setembro, 2025

Quando o silêncio pesa mais que a fala

Peço licença para fazer um desabafo sobre um episódio que ocorreu está semana e dizer que a escola, tantas vezes vista como espaço de igualdade, também carrega em seus corredores as marcas das relações de poder que atravessam a sociedade. O que acontece fora de seus muros se infiltra em suas salas, nos olhares, nas escolhas, na atenção doada e até nos silêncios. Há dores que são acolhidas com mais ternura, lágrimas que recebem mais espaço, sentimentos que encontram mais escuta. Mas há outras dores que parecem sempre caber em segundo plano, como se não fossem legítimas, como se não merecessem tal cuidado. E, quase sempre, esse “outro plano” é ocupado por corpos de pele mais escura. O racismo estrutural também se manifesta assim: não apenas em palavras duras ou atos explícitos, mas naquilo que se repete de forma sutil, no modo como uns têm seus sofrimentos reconhecidos e validados e outros são constantemente invisibilizados. É nessa naturalização das diferenças de tratamento que mora a v...