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Mostrando postagens de outubro, 2025

Quando o brincar ensina caminhos: a Amarelinha Africana e o Provérbio 22:6

Na última sexta-feira, vivi uma daquelas cenas que marcam o coração e reafirmam o sentido de ser professora. Uma colega ensinou, com muito entusiasmo, a Amarelinha Africana para as crianças das turmas de 4 e 5 anos. Confesso que, no início, achei que elas talvez não conseguiriam realizar todos os movimentos, acompanhar o ritmo e cantar ao mesmo tempo. Mas o que aconteceu depois foi surpreendente. Durante o intervalo, quando a música já havia cessado, as lancheiras estavam guardadas e o pátio parecia silencioso, uma  menina  voltou espontaneamente ao espaço da brincadeira. E começou a pular sozinha, com os passinhos firmes e o corpo leve, cantando baixinho a mesma canção da atividade anterior. Brincava com a cadência da música que agora vivia dentro dela , como se o som estivesse guardado em sua memória e no corpo. Foi nesse instante que me veio à mente o Provérbio 22:6 : “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” Pe...

Entre o chão do CMEI e as Travessias da Pesquisa: reflexões sobre a Semana das Crianças e o Novembro Negro

  A Semana das Crianças deste ano foi marcada por muitas descobertas, afetos e também por tensionamentos que revelam o quanto a temática das relações étnico-raciais ainda precisa ser tratada com urgência e sensibilidade no espaço da educação infantil . Embora eu não tenha feito registros no blog durante esse período, no chão da escola tudo tem acontecido de maneira muito singular. As atividades e conversas que emergem no cotidiano mostram o quanto a literatura infantil afrocentrada tem se tornado um campo fértil de formação e possibilidade para um real transformação dentro do CMEI . Ao longo desta semana, percebi o quanto essa temática é importante no contexto em que atuo. Em meio às trocas e vivências, ouvi falas e situações inimagináveis, mas que revelam como o racismo cotidiano se manifesta de formas sutis e estruturais. Algumas professoras descobriram que, além da minha colega Marcela, eu também sou mestranda no Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico-Raciais . Isso g...