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Representatividade é Urgente: O que não estava na toalha de livros

Diálogos sobre ERER

  Este espaço foi criado com o objetivo de reunir vídeos, palestras, entrevistas, documentários e experiências formativas relacionados à Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER), com ênfase na Educação Infantil e na formação docente. Aqui, professoras, pesquisadores e demais interessados poderão acessar materiais audiovisuais que promovam reflexões sobre identidade negra, pertencimento, literatura infantil antirracista, letramento racial crítico, práticas pedagógicas e políticas públicas voltadas à construção de uma educação comprometida com a equidade e a justiça social. Mais do que disponibilizar vídeos, esta seção busca fomentar diálogos, provocar questionamentos e inspirar práticas educativas que reconheçam e valorizem a diversidade étnico-racial desde a infância. ______________________________________________________________ Representar importa. Fortalecer existências é indispensável. Nem todo livro com uma criança negra na capa contribui para a construção positiva da ...

Mapa do Jornal de Pesquisa

  ABA   O QUE TERÁ Quem sou eu Apresentação da pesquisadora, trajetória na Educação Infantil, atuação na rede municipal e motivação para a pesquisa. Sobre a Pesquisa   Resumo do projeto, problema, objetivos e justificativa. Diário de Pesquisa   Registros do percurso investigativo, reuniões, encontros do LEEI, reflexões e aprendizados. Formação Docente   Textos, reflexões e referências sobre formação continuada, letramento racial crítico e ERER. LEEI em Foco   Registros e análises dos encontros formativos acompanhados na pesquisa. Educação Infantil e Identidade Negra   Materiais sobre pertencimento, representatividade, autoestima e infância negra. Literatura Infantil Antirracista   Indi...

Semeando diálogos sobre identidade negra na Educação Infantil - Formação LEEI/Itabuna

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Há momentos em que a pesquisa ultrapassa os limites do texto acadêmico e começa a reverberar nos espaços formativos, nos diálogos institucionais e nas práticas pedagógicas da rede. Nos encontros formativos realizados nos dias 19 e 21/05, vinculados ao Programa LEEI, vivi uma dessas experiências. Durante os encontros, foi possível perceber a inserção de discussões relacionadas ao letramento racial crítico e à importância de abordar as relações étnico-raciais na Educação Infantil. Observar essa temática sendo mobilizada em espaços de formação docente produziu em mim sentimentos diversos, mas sobretudo a compreensão de que determinadas inquietações já não cabem mais no silêncio pedagógico. A infância é um território profundamente atravessado pela construção da identidade, do pertencimento e da autoestima. Por isso, discutir raça, representatividade e valorização das diferenças desde os primeiros anos não significa antecipar debates inadequados às crianças, mas reconhecer que elas já elabo...

Encontro Institucional para fortalecer a pesquisa e a Formação docente em Relações étnico-raciais

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O encontro realizado no dia 13 de abril contou com a participação da coordenação da Comissão de Relações Étnico-Raciais do município de Itabuna eda coordenadora do programa LEEI no município. Esse momento constituiu um marco importante no desenvolvimento desta pesquisa. A presença da minha orientadora no diálogo institucional contribuiu para o fortalecimento da segurança metodológica do estudo e reafirmou seu compromisso ético e político. Na ocasião, o projeto foi apresentado e houve escuta atenta por parte das representantes institucionais, evidenciando a articulação entre a pesquisa acadêmica e as ações formativas desenvolvidas na rede municipal. A assinatura do Termo de Anuência representou não apenas uma etapa formal do processo, mas também o reconhecimento da relevância social e educacional da investigação, especialmente no campo das relações étnico-raciais na Educação Infantil. Esse momento indica a abertura para o desenvolvimento de ações formativas voltadas ao fortalecimento de...

30 de novembro: Encerrando o mês, mas não a luta

Hoje é 30 de novembro, e encerro este mês com um misto de realização e inquietação. Realização porque, graças ao Dia da Consciência Negra, conseguimos finalmente incluir em nosso planejamento livros e discussões que deveriam estar presentes o ano inteiro: histórias afrocentradas, protagonizadas por personagens negros, carregadas de identidade, beleza e potência. Mas inquietação porque isso só acontece em novembro. Ao longo deste mês, trabalhamos com livros nos quais as crianças puderam ver meninas e meninos negros ocupando lugares centrais, vivendo suas narrativas, sendo sujeitos de suas próprias histórias. Vivenciamos diálogos importantes, abrimos brechas para conversar sobre cor, cabelo, pertencimento, representação. Mas não posso deixar de me perguntar: Será mesmo que esse trabalho cabe apenas em novembro? Em uma das rodas de conversa, ouvi de uma criança que “a África é cheia de crianças sem mãe e sem ter o que comer”. Essa fala, tão pequena e tão profunda, revela muito mais que um...

Quando o brincar ensina caminhos: a Amarelinha Africana e o Provérbio 22:6

Na última sexta-feira, vivi uma daquelas cenas que marcam o coração e reafirmam o sentido de ser professora. Uma colega ensinou, com muito entusiasmo, a Amarelinha Africana para as crianças das turmas de 4 e 5 anos. Confesso que, no início, achei que elas talvez não conseguiriam realizar todos os movimentos, acompanhar o ritmo e cantar ao mesmo tempo. Mas o que aconteceu depois foi surpreendente. Durante o intervalo, quando a música já havia cessado, as lancheiras estavam guardadas e o pátio parecia silencioso, uma  menina  voltou espontaneamente ao espaço da brincadeira. E começou a pular sozinha, com os passinhos firmes e o corpo leve, cantando baixinho a mesma canção da atividade anterior. Brincava com a cadência da música que agora vivia dentro dela , como se o som estivesse guardado em sua memória e no corpo. Foi nesse instante que me veio à mente o Provérbio 22:6 : “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” Pe...

Entre o chão do CMEI e as Travessias da Pesquisa: reflexões sobre a Semana das Crianças e o Novembro Negro

  A Semana das Crianças deste ano foi marcada por muitas descobertas, afetos e também por tensionamentos que revelam o quanto a temática das relações étnico-raciais ainda precisa ser tratada com urgência e sensibilidade no espaço da educação infantil . Embora eu não tenha feito registros no blog durante esse período, no chão da escola tudo tem acontecido de maneira muito singular. As atividades e conversas que emergem no cotidiano mostram o quanto a literatura infantil afrocentrada tem se tornado um campo fértil de formação e possibilidade para um real transformação dentro do CMEI . Ao longo desta semana, percebi o quanto essa temática é importante no contexto em que atuo. Em meio às trocas e vivências, ouvi falas e situações inimagináveis, mas que revelam como o racismo cotidiano se manifesta de formas sutis e estruturais. Algumas professoras descobriram que, além da minha colega Marcela, eu também sou mestranda no Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico-Raciais . Isso g...